Detectores de IA, o novo clero da autenticidade - - O Grande Assalto da Obra Genuína III
Geraldo Augusto Seabra
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Detectores de IA, o novo clero da autenticidade - - O Grande Assalto da Obra Genuína III<br>Quando prompt de IA usa o Bureau do Dedo-Duro como polícia de si mesmo e acusa o autor da obra genuína de plagiador descartável
Geraldo Augusto Seabra<br>Aug 11, 2026
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Antes de tudo, vou transcrever trechos do texto intitulado “Write for humans, not algorithms”publicado pela curadoria do Medium no qual condena a prática de muitas plataformas de publicação, como o Substack, de usarem detectores de IA para informar se o post publicado em sua pltaforma seria ou não escrito por inteligências artificiais.
Imagem do post enviado a mim por e-mail pelo pessoal da curadoria de conteúdo do Medium.<br>Thanks for reading! Subscribe for free to receive new posts and support my work.
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Olá Geraldo, E se você pudesse identificar instantaneamente e sem falhas um texto que foi escrito, total ou parcialmente, por uma ferramenta de IA em qualquer momento? Como você usaria essa ferramenta de detecção? Para muitas pessoas, saber que um texto foi gerado por IA é uma forma abreviada de saber se ele é confiável. O que a maioria de nós não quer é gastar tempo lendo algo que não foi realmente escrito por outra pessoa, seja um conto, um relatório de trabalho ou uma lista. “Escrever” não é apenas colocar palavras no papel; é um processo completo: vivenciar algo, pensar sobre isso, falar sobre isso, escrever sobre isso, desenvolver a história, aprimorá-la, moldá-la para o público-alvo. Você não consegue fazer isso simplesmente dizendo “gere este artigo” para um chatbot de IA (…)
O texto segue dizendo que já havia textos pouco confiáveis antes mesmo da chegada das IA’s e continuarão existindo com elas. A grande questão que se coloca é o que realmente importa são textos que realmente mudam nossas vidas, independente que se conheça seu verdadeiro autor…<br>(…) Havia escrita pouco confiável muito antes da IA, e haverá depois também. Alguns textos que não são de IA nunca valem a pena ser lidos porque são escritos de forma enganosa e pouco confiável. Alguns textos de IA são confiáveis para mim, porque o escritor ainda se importa. Ainda assim, é útil para mim escrever. O cuidado transparece na escrita. Percebo que, quando os leitores querem saber se algo é gerado por IA, eles não estão realmente perguntando se isso é IA ou não. Eles estão perguntando: Posso confiar nisso? (…)
Em seguida, a curadoria do Medium expõe os motivos quais a plataforma de publicação não oferece ferramentas de detecção de IA, como já ocorre no Substack. No texto do Medium, a autora Zulie denuncia que usuários mais espertos de IA já conseguem usar ferramentas de IA para reescrever a escrita de IA que conseguem burlar rastros de detecção.<br>Por que a Medium não oferece detecção por IA - - Considerando que um tipo de “por favor, me mostre menos sujidade” é um ticket comum de suporte recebido, você pode se perguntar por que não investimos na detecção de IA. A verdade é que sim. Não por meio de ferramentas de detecção de IA, que são, no mínimo, duvidosas. (Eu mesmo já passei por isso — pedi para o Claude gerar alguns grafs sobre meus gatos e copiei e colei no Pangram, que os classificou como “escritos por humanos.”) Capturas de tela tiradas por Zulie, mostrando o texto gerado por Claude e a classificação “100% escrita por humanos” do Pangram. Fiquei surpreso com o quão pouco foi preciso pedir para o Claude conseguir meu distintivo 100% humano! Não queremos uma busca infundada de pessoas acusando escritores de não serem genuínos, enquanto os usuários mais espertos de IA conseguem usar ferramentas de IA para reescrever a escrita de IA até que passasse pela detecção. (Isso já acontece o suficiente mesmo sem uma IA percentual associada!) (…)
Mesmo que essas ferramentas de IA fossem totalmente confiáveis, elas não responderiam realmente importa:<br>(…) posso confiar nisso? Vale a pena ler essa escrita? Posso deixar isso me mudar? Confiança importa para a Medium. Acreditamos no poder da leitura e da escrita para mudar vidas. Por que alguém pagaria $5 ou $15 por mês se não pode confiar nas histórias que lê? Além disso, também não queríamos um futuro incentivando escritores a se preocuparem que uma máquina escaneasse seus textos para determinar se ele deveria ser confiável ou não (…)
A curadoria do Medieum relata dois problemas: A detecção de IA alimentada por IA não é confiável: existe uma boa escrita que usou IA, e uma escrita ruim que não tocou IA, e o leitor aficcionado por obras genuínas ainda quer pegar o bom enquanto evita o ruim. Mas como fazer isso sem perder a gentileza?<br>(…) Hoje em dia há uma enorme demanda por encontrar escrita genuína, e por isso diferentes plataformas seguiram caminhos diferentes. Pinterest (etiquetas de geração IA), Instagram (etiquetas “informações de IA”) e, mais recentemente, Substack (integração com Pangram) estão...